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Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos." NELSON RODRIGUES
Escrito por Carol às 12h00
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Ausência Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. Drumont
Escrito por Carol às 11h50
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Queria ter lhe conhecido antes Muito antes... Para que nenhum de nós dois tivesse Medos ou cicatrizes... Queria ter estado com você Quando seu coração descobriu O que era AMOR Quando seu corpo descobriu O que era DESEJO E antes que pudesse sofrer Eu estaria do seu lado Amando-lhe Entregando-me E juntos poder ter aprendido As lições da vida e do coração... Queria ter lhe conhecido muito antes Quando suas esperanças Começaram a nascer... Quando seus sonhos ainda eram puros E seus ideais ainda ingênuos... Pena termos nos encontrado só agora Já com o coração viciado Em outros amores Com uma imagem meio falsa Do que é felicidade Do que é entregar-se... Queria ter lhe encontrado antes Muito antes Numa nova vida Num outro tempo Em que não precisássemos Temer o nosso futuro Nem nossos sentimentos...
Escrito por Carol às 11h49
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EU RECOMENDO......
SENHORA DOS AFOGADOS
SESC Consolação |
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29/03 a 28/09. Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h. | |
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| O Grupo Macunaíma de Teatro e o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do SESC Consolação traz, sob direção de Antunes Filho, o espetáculo “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues. Depois de “Nelson 2 Rodrigues, o Eterno Retorno” (1984) - que contava com “Toda Nudez Será Castigada” e “Álbum de Família” e “Paraíso Zona Norte” (1989) - que reunia “A Falecida” e “Os Sete Gatinhos” - Antunes visita novamente o universo rodriguiano, mas desta vez, em uma das peças míticas do autor, “Senhora dos Afogados”. O espetáculo caminha pelos abismos psíquicos e sociais de uma tradicional família brasileira. Conseqüências profundas são causadas pelas obsessões de seus membros: filha, mãe, pai, irmão, um misterioso marinheiro e um alucinado coro de estranhos vizinhos. Teatro SESC Anchieta. Duração de 90 minutos. Recomendado para maiores de 16 anos. |
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| R$ 20,00 |
[inteira] |
| R$ 10,00 |
[usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino] |
| R$ 5,00 |
[trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes] | |
Escrito por Carol às 10h11
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Essa letra dedico ao meu mais novo amigo Bruno!!!!!
Bruno, tem sido muito bacana conversar com você.....Bjocas
Amigo é Casa
Zélia Duncan
Composição: Indisponível
Amigo é feito casa que se faz aos poucos e com paciência pra durar pra sempre Mas é preciso ter muito tijolo e terra preparar reboco, construir tramelas Usar a sapiência de um João-de-barro que constrói com arte a sua residência há que o alicerce seja muito resistente que às chuvas e aos ventos possa então a proteger E há que fincar muito jequitibá e vigas de jatobá e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar que os cabelos brancos vão surgindo Que nem mato na roceira que mal dá pra capinar e há que ver os pés de manacá cheínhos de sabiás sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis choro de imaginar! pra festa da cumieira não faltem os violões! muito milho ardendo na fogueira e quentão farto em gengibre aquecendo os corações A casa é amizade construída aos poucos e que a gente quer com beira e tribeira Com gelosia feita de matéria rara e altas platibandas, com portão bem largo que é pra se entrar sorrindo nas horas incertas sem fazer alarde, sem causar transtorno Amigo que é amigo quando quer estar presente faz-se quase transparente sem deixar-se perceber Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar, se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha e oferece lugar pra dormir e comer Amigo que é amigo não puxa tapete oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem quando não tem, finge que tem, faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.
Escrito por Carol às 17h26
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.Clarice Lispector
Escrito por Carol às 11h57
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A você que foi poesia...
Agradeço...
A você que foi poesia e ternura em minha vida.
A você que me ensinou a admirar as estrelas nas noites de dúvidas e incertezas.
A você que foi presença e me ofereceu ajuda, partilhando comigo momentos de dor, solidão, silêncio e alegria.
A você que me fez sentir muito especial e querida acolhendo a mim, com todos os meus sonhos e projetos.
Que o Deus do Amor e da Vida, surpreenda você com muitas bênçãos.
Escrito por Carol às 11h53
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Eu.........por mim mesmo
Escrito por Carol às 19h05
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RECEITA PARA AMAR UMA GORDINHA
.jpg) (Autor: JP Veiga )
Para se amar uma gordinha, antes de mais nada Faz-se necessário achá-la! Não, não se acham gordinhas por aí! Gordinhas são como um vinho muito raro, Fruto de uma colheita precisa, No tempo certo, Da uva perfeita, Da maturação exata.
Procure, converse com quem sabe, Peça ajuda a quem tem! E com toda a calma, achando uma, Com o coração na mão, Declare-se apaixonadamente!
Uma vez resolvido este problema, Trate de aprender algumas coisas: A diferença entre a sacarose e a sacarina, Entre um almoço e um lanchinho, Mas, principalmente, Aprenda a diferenciar, O "amor vamos comer uma coisinha!"
Do "amor", vamos fazer uma boquinha!"
Procure não misturar, O ato com o prato, O teso com o peso, O come com a fome, E trate de viver feliz e em paz! As "gorduchas" simbolizam mulheres cheias de coisas por dentro, coisas para dar: sensualidade, carícias, ternura - são qualidades que as mulheres têm...ah!!!! meu Deus!!, porque quanto mais os homens conhecem as mulheres menos as conseguem perceber?. A mulher é um ser muito bonito, até consegue ter filhos, coisa que os homens não são capazes. Há toda uma beleza na mulher. Homens e mulheres são seres diferentes, mas a mulher, penso eu, tem algo mais de diferente, e isso é o meu fascínio. Ela tem algo mais que muitos estão a tentar descobrir ..... talvez morram sem conseguir descobrir essa essência que tanto os fascina.
Escrito por Carol às 10h54
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UMA VISÃO HISTORICO-ANTROPOLOGICA BEM HUMORADA
A saber, o Brasil foi conquistado e colonizado pelos portugueses. Este povo teve em suas terras, a Península Ibérica - onde também está a Espanha - a presença da cultura árabe muçulmana por aproximadamente 700 anos. Portanto, até mesmo em nossa língua há elementos da cultura árabe como, por exemplo, alguns radicais que formam determinadas palavras (alface, algodão, almofada, etc). Também há elementos árabes em nossa música, como alguns ritmos nordestinos e até o uso do pandeiro. Os números que usamos chegaram ao Ocidente através dos mesmos árabes, que até mostraram o conceito do zero, que não havia na Europa até os séculos XI/XII. Como o tempo foi enorme, os aspectos sociais de todos níveis foram influenciados. Por exemplo, a palavra “moreno” deriva de mouro, uma denominação também dada aos árabes, e que tem a pele mais escura. Neste tempo, a mulher que era tida como “símbolo sexual” era provida de formas bem generosas. Entendamos que, neste mesmo período, comer era quase um luxo e quem tinha formas mais generosas, em especial as mulheres, eram as que demonstravam ter mais saúde. Ao mesmo tempo, as coxas grossas, ancas largas e seios fartos mostravam que seria boa para gerar herdeiros. Portanto, a figura da mulher com formas generosas foi passada para nós via Portugal. Não é a obesidade, mas aquela forma cheinha. Sabemos que todo brasileiro é cachorrão, mas não é cachorro. Quem gosta de osso é cachorro. Brasileiro gosta de ter o que apertar. Em resumo: 75cm de cintura não é sinal de ser gorda, mas de ser desejada - mesmo que isto não seja dito explicitamente. O pior xingamento que uma mulher pode receber é ser chamada de gorda. E isto, as mulheres sabem fazer com maestria. Vocês já perceberam como há um prazer enorme em uma mulher ao se referir a alguma outra mulher, geralmente uma “desafeta”, dizendo que ela é gorda? A coisa é tão forte que há meninas que ao ingerirem uma folha de alface, depois ficam pensando que engordarão. Vão contra toda nossa história. Se insurgem contra a presença de elementos não-cristãos em nossa cultura. Ora, a palavra “alface” tem origem entre os árabes muçulmanos. Aí, como só os portugueses souberam fazer, para deleite dos brasileiros de hoje, trouxeram para cá os quimbundos. Uma nação africana cuja derrière (gostaram do galicismo?) era abundante, se é que me entendem. Dos quimbundos, mais especificamente das quimbundas, nós preferimos esquecer a primeira sílaba e observar descaradamente as duas últimas. Segundo alguns lingüistas (sem trocadilho, ok?) as duas últimas sílabas da denominação para o gênero feminino da citada nação africana é tão marcante, que hoje é denominação quase mundial para a também citada derrière. E como é sabido, Deus é brasileiro. Ele juntou tudo isso aqui nesta terra maravilhosa que em se plantando tudo dá. Vejam que mistura maravilhosa ele nos proporcionou: mulheres com formas generosas e donas de apetrechos delirantes. O quadro que ilustra este artigo é do pintor e escultor colombiano Fernando BoteroUMA VISÃO HISTORICO-ANTROPOLOGICA BEM HUMORADA
A saber, o Brasil foi conquistado e colonizado pelos portugueses. Este povo teve em suas terras, a Península Ibérica - onde também está a Espanha - a presença da cultura árabe muçulmana por aproximadamente 700 anos. Portanto, até mesmo em nossa língua há elementos da cultura árabe como, por exemplo, alguns radicais que formam determinadas palavras (alface, algodão, almofada, etc). Também há elementos árabes em nossa música, como alguns ritmos nordestinos e até o uso do pandeiro. Os números que usamos chegaram ao Ocidente através dos mesmos árabes, que até mostraram o conceito do zero, que não havia na Europa até os séculos XI/XII. Como o tempo foi enorme, os aspectos sociais de todos níveis foram influenciados. Por exemplo, a palavra “moreno” deriva de mouro, uma denominação também dada aos árabes, e que tem a pele mais escura. Neste tempo, a mulher que era tida como “símbolo sexual” era provida de formas bem generosas. Entendamos que, neste mesmo período, comer era quase um luxo e quem tinha formas mais generosas, em especial as mulheres, eram as que demonstravam ter mais saúde. Ao mesmo tempo, as coxas grossas, ancas largas e seios fartos mostravam que seria boa para gerar herdeiros. Portanto, a figura da mulher com formas generosas foi passada para nós via Portugal. Não é a obesidade, mas aquela forma cheinha. Sabemos que todo brasileiro é cachorrão, mas não é cachorro. Quem gosta de osso é cachorro. Brasileiro gosta de ter o que apertar. Em resumo: 75cm de cintura não é sinal de ser gorda, mas de ser desejada - mesmo que isto não seja dito explicitamente. O pior xingamento que uma mulher pode receber é ser chamada de gorda. E isto, as mulheres sabem fazer com maestria. Vocês já perceberam como há um prazer enorme em uma mulher ao se referir a alguma outra mulher, geralmente uma “desafeta”, dizendo que ela é gorda? A coisa é tão forte que há meninas que ao ingerirem uma folha de alface, depois ficam pensando que engordarão. Vão contra toda nossa história. Se insurgem contra a presença de elementos não-cristãos em nossa cultura. Ora, a palavra “alface” tem origem entre os árabes muçulmanos. Aí, como só os portugueses souberam fazer, para deleite dos brasileiros de hoje, trouxeram para cá os quimbundos. Uma nação africana cuja derrière (gostaram do galicismo?) era abundante, se é que me entendem. Dos quimbundos, mais especificamente das quimbundas, nós preferimos esquecer a primeira sílaba e observar descaradamente as duas últimas. Segundo alguns lingüistas (sem trocadilho, ok?) as duas últimas sílabas da denominação para o gênero feminino da citada nação africana é tão marcante, que hoje é denominação quase mundial para a também citada derrière. E como é sabido, Deus é brasileiro. Ele juntou tudo isso aqui nesta terra maravilhosa que em se plantando tudo dá. Vejam que mistura maravilhosa ele nos proporcionou: mulheres com formas generosas e donas de apetrechos delirantes.
O quadro que ilustra este artigo é do pintor e escultor colombiano Fernando Botero.
RECEITA PARA AMAR UMA GORDINHA
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Escrito por Carol às 10h48
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| Jota QuestAmor Maior |
Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro
Amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu
Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo
Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito
Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro
Amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço
Quero um amor maior, amor maior que eu
Quero um amor maior, um amor maior que eu
Então seguirei meu coração até o fim pra saber se é amor
Magoarei mesmo assim mesmo sem querer pra saber se é amor
Eu estarei mais feliz mesmo morrendo de dor
Pra saber se é amor, se é amor
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Escrito por Carol às 16h19
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Escrito por Carol às 16h15
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Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveisCarlos Drummond de Andrade
Escrito por Carol às 17h33
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Alegria na Tristeza
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada. Alegria na Tristeza
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Escrito por Carol às 17h21
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| Volúpia |
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Clarice( Patativa ) |
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O universo explode em energia e expressa toda minha alegria sua delicadeza me envolve eu devolvo em carinhos seus beijos me enlouquecem me aquecem, como brasas ardentes seus braços me prendem ao seu peito, pulsando nossos corações ao mesmo tempo, num ritmo frenético de desejo e amor.
Nosso cheiro se mistura no ar, inebriando nossas almas nossos seres se unem num só corpo, e todo universo à nossa volta, em festa, despejando suas bênçãos sobre nós. |
Escrito por Carol às 15h54
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